quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sobre drogas e universitários


Sabe, eu vivo de estudar, literalmente falando. Passo meus dias a saber das coisas ruins que acontecem com o ser humano. Isso seria muito triste, se não fosse com o intuito de melhorá-las e acredite, há muito que se fazer.

Volto, então, a pensar como era meu entendimento sobre drogas há 4 anos, antes de todo esse estudo: O que mudou? Como foi que mudou? O que se tornou banal? Por que haveria de mudar? Minha idéia de presente mudou?Como isso afeta minha idéia de futuro?

Digo isso, porque ver um profissional da área da saúde usando drogas é como ver um engenheiro morar em uma casa cujo teto tem problemas estruturais, sempre se enganando de que a mesma não vai cair.

Agora pensando a partir de um outro ângulo: a juventude é uma época de experimentações; o importante é aproveitar a vida; quando eu for mais velho, ficarei mais quieto; se não dá para salvar o mundo, vou aproveitar o resto dele enquanto é tempo (e os meu filhos e sobrinhos que se explodam, eles não precisam do mundo mesmo...).

Será? Engraçado, como fica nítido ao comparar o profissional da saúde com o engenheiro, mas a outra nitidez já foi tão desgastada que passa por transparente: o erro não é só do profissional de saúde. Não adianta querer um futuro e não buscá-lo.

Há,ainda, a modinha de transformar o mundo em algo sustentável, para que os filhos e sobrinhos possam crescer com saúde. Só nos esquecemos de um detalhe: precisamos conseguir nos sustentar de pé, ou quem irá ensiná-los a crescer? O pequeno mundo dos filhos gira em torno de seus pais, estes são o seu Sol. Comparação piegas, não?

Não!

Como seria nossa vida se o Sol apenas funcionasse de segunda a sexta? Se duas vezes por semana, sem mais nem menos, sem programação o Sol falhasse? Como seria se o Sol não soubesse como dar luz? Ou se não soubesse muito bem como nos dar a energia que permite a vida? Que nos dá a direção!

E mesmo assim, para muitos, dia de sol é sinônimo de eclipse. Então, o tempo vai passando e as desculpas vão se aprimorando, mudando a cara e se travestindo, tentando desesperadamente não parecerem esfarrapadas. Algumas até conseguem por um pouco de tempo, mas nunca deixarão de ser desculpas.

Àqueles que sempre que pensam em si mesmos se divertindo e se imaginam com drogas. Àqueles que usaram um dia (só de vez em quando) e que no dia seguinte já estavam programando a próxima vez (mesmo que distante). Àqueles que reduziram seu leque de âmbitos sociais e todo final de semana querem usar só um pouco, só de leve. Àqueles que escolhem um dia no ano para fazer uso de drogas, mas que esse dia tem se repetido há vários anos e que agora passou a ser dois.

5 comentários:

Spike! disse...

Bem dito sobre o que não querem que seja dito.

Dúvidas? disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dúvidas? disse...

Indiretamente direto..sua mensagem foi bem transmitida!

Aline Barcelos disse...

Sou totalmente a favor!! Guilherme, belo texto!

Brenda de Oliveira disse...

Uhrú! Meu desenho ganhou um "wow!"!
=D

Valeu pela atenção, Gui!
Sempre bem vindo.
;*